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Sacola de supermercados ainda resiste

Rondônia vive momento de grandes mudanças com a construção das usinas no Rio Madeira e a vinda de novas empresas. Apesar do debate sobre a preservação do meio ambiente ser antiga, a falta de ações sempre foi constante. Entre as alterações que os supermercados tentam implantar, mas enfrentam dificuldades com o custo e resistência dos consumidores, está a substituição das sacolas plásticas, que quando jogadas fora têm duração média de 100 anos causando graves danos ao meio ambiente.

Conforme o gerente de um supermercado de Porto Velho, André Rocha, a empresa compra 330 mil sacolas plásticas por mês. A intenção de substituí-las por outras biodegradáveis esbarra no alto custo. Uma plástica é comprada em média por R$ 0,5 e a biodegradável chega a R$ 4.

Mesmo assim, as ações em prol do meio ambiente são mantidas. O gerente informou que desde novembro do ano passado o supermercado realiza promoções visando a adesão por sacolas ecológicas. O consumidor que compra um determinado valor leva as sacolas. Cerca de 340 pessoas já foram contempladas com o produto ecologicamente correto, segundo o gerente.

O supermercado também tentou implantar o uso de caixas de papelões em substituição às sacolas plásticas, mas não teve sucesso, devido às reclamações dos clientes. Para o gerente, falta ação governamental no sentido de incentivar a troca dos produtos poluentes pelos ecológicos.

O chefe administrativo de um mercado atacadista da Capital, Cleiverton Dias, disse que a empresa já trabalhava com iniciativas que visam diminuir o uso de sacolas plásticas. Ele contou que elas apenas são usadas para armazenar produtos perecíveis e hortifrutas. Nas demais compras é sugerido aos clientes o uso de caixas de papelão ou o trajeto direto do carrinho de supermercado para o carro.

Os funcionários públicos Júlio Marinho e Jair Ferraça disseram que aprovam a iniciativa desde que haja outras alternativas para os clientes levarem as compras. "Tiram as sacolas e a gente tem que se virar".

Já a estudante Sara Souza sugeriu o uso de caixas de papelões ou as sacolas biodegráveis, "considerando que a substituição é uma ótima maneira de pensar no meio ambiente".

A praticidade e facilidades do armazenamento das compras são apontadas pela população como os fatores que fazem com que a substituição delas não aconteça facilmente. A funcionária Pública Elza Barroso revelou que até aprova a mudança, mas tem que ter outra forma de levar os produtos para casa. "Eu moro em apartamento, tenho que subir escadas com as compras. Com as sacolas é mais fácil".


Fonte: Diário da Amazônia


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